A economia halal está entrando em uma nova fase, marcada por transformações profundas no comportamento do consumidor. Até 2027, o conceito de halal deixa de atuar apenas como um selo de conformidade religiosa e passa a ser interpretado como uma lente ampliada de confiança, transparência e comprovação ao longo de toda a cadeia produtiva.
O consumidor atual — mais informado, digital e exigente — não se satisfaz mais apenas com a declaração de que um produto é halal. Ele quer evidências: auditorias claras, rastreabilidade, padrões éticos, origem dos insumos e processos documentados. Essa mudança redefine a relação entre marcas, certificadores e mercados internacionais.
A economia halal, que começou fortemente associada à alimentação, hoje se estende para logística, cosméticos, turismo, farmacêuticos e serviços. Nesse novo cenário, empresas que não investirem em governança, transparência e credibilidade tendem a perder espaço, independentemente do tamanho ou histórico.
Mais do que uma tendência, trata-se de uma mudança estrutural que reposiciona o halal como um valor estratégico para consumidores, investidores e governos.